quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mamãe, tô namorando




Enfim chegou a hora que apavora muitos pais, mas que eu achei super fofa. Acho que pais de meninas devem sofrer mais com a situação, mas pelo jeito que as meninas estão hoje em dia, não há muita diferença de gênero nestes casos, não.


Bem, em todo caso, como me foi pedido segredo, leitores, caso conheçam o meu filho Ian, não contem que eu publiquei a história dele, ok? Boca de siri.


Ian (sete anos) chega pra mim outro dia:

- Mamãe, tenho uma coisa pra contar, mas não posso. A Júlia pediu pra eu guardar segredo.

- Me conta.

- Não posso.

- Mas quer contar?

- Não.

- Claro que quer. Se não quisesse, não teria tocado no assunto. Vamos fazer assim? Você me conta e eu não digo nada pra Júlia. Aliás, eu nem sei quem é Júlia!

- Ah, é mesmo! Então vou contar.... é que ela me pediu em namoro.

- Sério? E você aceitou?

- Aceitei, né? (cara de meio decepcionado)

- Uai, se tá achando ruim namorar com a Julia, porque aceitou?

- Ah, mamãe.... ela gosta de mim mesmo com este meu barrigão! (televisão é foda)

- Que barrigão que você tá falando? Ian, você é lindo. A Júlia é só a primeira das várias meninas que vão pedir pra namorar com você. Além de lindo, você é legal, é companheiro, é alegre, divertido. Muitas meninas vão gostar de você do jeito que você é!

Aí, ele ficou feliz, com bochechas vermelhas, envergonhado. Mas aquela vergonha que vem quando a gente recebe elogio. Ai, ontem de manhã:

- Mamãe, a Julia disse que eu tenho que fazer alguma coisa pra ela hoje.

- Escreve um bilhetinho.

Ele escreveu, enfeitou. Volta da escolinha decepcionado.

- Ah, mamãe... namorar é muito difícil. A Julia não foi pra escola hoje.

- Se namorar é difícil, você vai continuar namorando?
- Vou sim, eu quero tentar!


Penso para com os meus botões: Tá lascado

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ricos e pobres


Ultimamente, com alguns apertos financeiros (quase rotineiros, aliás) tenho reparado com mais atenção as diferenças entre ricos e pobres. Apesar do propagado aumento da renda do brasileiro médio, dinheiro a mais na conta bancária não tira de nós, pobres, alguns velhos hábitos de sobrevivência.












Falando das diferenças entre as classes, tem algumas que são clássicas, como o tamanho das casas, por exemplo. Entendo porque tem tanto rico sofrendo de solidão. Dá para ficar meses sem ver ninguém da família numa casa de 27 cômodos, com os jardins, playground, piscina, área de churrasqueira, quadra de tênis e de futebol society onde o rico mora com a esposa e o filho único, ou no máximo, um casal de filhos, cercados por um dezena de empregados pobres.

Já o pobre nunca sofrerá deste mal. É todo mundo muito unido. Os cinco filhos dividem felizes o quarto 4 m x4 m com três beliches, sobrando assim um cantinho para a avó (geralmente a mãe da mulher do casal), que dorme na parte de baixo do beliche do caçula. Os 65 metros quadrados de área interna são facilmente duplicados em área de lazer aos sábados e domingos (porque durante a semana serve para secar a roupa do varal), com um churrascão na laje, com direito a piscina de plástico de mil litros e os vizinhos para contribuir com a carne e a cerveja.

O que me faz pensar nas organizações das festas.

A rica, resolve fazer uma reunião íntima com as amigas num domingo à tarde. Pega o seu smartphone:

- Ângela, você tem o telefone da Margareth? Queria o contato do buffet que ela contratou para a última reunião do Clube do Livro, porque tinha um canapé de siri que não pode faltar no nosso encontro de domingo!


A pobre pega o telefone pré-pago:

- Rosicleide, minha filha, liga na Francyelly e diz pra ela trazer fraldinha pro strogonoff, que aprendi um truque que faz a carne ficar igual filé, menina! Aproveita e liga pra Chica e fala pra ela deixar de ser mão de vaca e comprar Martini ao invés de cerveja, porque domingo é pra ser coisa chique! E liga na Jacinta, porque meu crédito tá acabando e diz pra não esquecer o refrigerante dos meninos.

Depois da festa, a rica:

- Nossa, aquele canapé de siri me deu uma indigestão... e agora fiquei com enxaqueca.

A pobre:

- Menina, sei lá que desgraça a Tonha colocou na porra daquela fraudinha pra ela ficar macia daquele jeito, mas sei que o troço me deu um piriri, uma caganeira que me deixou a noite inteira de rainha. E quando consegui sair do vaso, bateu aquela puta dor de cabeça!

E eis que chegamos ao campo da saúde. A rica, com enxaqueca, nem sai de casa. Liga para o médico particular, que vai à sua residência e prescreve drogas de última geração.

A pobre também não se aperta. Toma logo dois analgésicos com Água Rabelo e tá tudo resolvido.










Algumas comparações:

  • Rico não tem sarna. Tem escabiose.
  • Rico não fica louco. Sofre de transtorno mental.
  • Rico não tem preguiça. Sofre de estress.
  • Filho de rico não tem vermes. Alguém já ouviu falar que filho de rico tem que tomar "lombrigueiro"? Licor de Cacau Xavier?
  • Filho de rico não tem frescura para comer. Tem transtorno alimentar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Que tradução é esta?

Intercine nem sempre é uma boa companhia para as noites de insônia. Não sei quem faz a seleção de filmes para serem "escolhidos". Sempre nos dão a "opção" de dois filmes péssimos junto com um mais ou menos, que acaba sendo o eleito.Será que eles (os programadores) acreditam mesmo que estão nos enganando?

Outra pergunta que eu queria fazer é: alguém realmente liga para votar no filme do Intercine? Qual é o número de ligações que definem a exibição? Três? Vinte? Cento e oitenta milhões? eu já tentei ligar e ouvi "ligações encerradas" antes de ver a vinheta "Ligações encerradas" na TV.

Mas enfim. Este nem é o tema deste post. É que foi numa noite de insônia, assistindo Intercine que me deu o estalo de escrever sobre algo que há muito tempo me incomoda: a tradução (se é que dá para chamar assim) dos títulos dos filmes. Me diz como "The Sweetest things" ("As coisas mais doces" - filme que vi durante a insônia), se transforma em "Tudo pra ficar com ele"?!

Será também que é muito difícil que "Peter's Friends" (um dos meus filmes favoritos) se torne só "Os amigos de Peter"? Quem que decide que este filme vai se chamar "Para o resto de nossas vidas"?

Recentemente assisti também um filme lindo com Dustin Hoffman e Emma Thompson, cujo o título original é "Last chance Harvey" e ficou "Tinha que ser você".

E tem mais bizarrices destas por aí afora. O Ferreira Neto me contou uma que eu nem tinha me tocado, mas que também é uma loucura. "Terminator" virou "Exterminador". E, como ficaria muito estranho traduzir para "Terminador", achei razoável que alguém colocasse o título de "Exterminador". Mas para quê emendar um "Do futuro" no nome do filme?

Daí, o filme faz sucesso, o Arnold Schwarzenegger fica preso ao personagem, faz um novo filme, chamado "Total Recall" (Lembrança total) que no Brasil vira "O Vingador do futuro", que não tem absolutamente nada a ver com o "Exterminador", mas a publicidade implícita pode ser uma justificativa. Não uma boa.

E aí está, pelo menos para mim, o motivo para que mudem os nomes dos filmes bruscamente. A publicidade. Tornar o nome do filme mais "vendável" no Brasil. Outra teoria é que seja quem for que ache a necessidade de mudar os nomes, acha que os brasileiros são burros demais para enteder um título que permaneça no original, substimam nossa inteligência. Não acho que o "Exterminador" tivesse ficado como "Terminator" ia dificultar nosso entendimento do enrredo. Mas assim, não teriam vendido "O Vingador do futuro". No fim, tudo é só mercado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Acampamento de guerra

O que fazer com uma criança de seis anos, hiperativa, sozinha, sem irmãos e sem vizinhos nas 48 horas de sábado e domingo? Criei um acampamento no fundo do quintal. E, às vezes, tenho raiva da minha criatividade. Para tudo dar certo, delimitei como cinco o número de crianças com que (achei) conseguiria lidar, contando meu filho. Daí para frente foi preciso planejamento.

Os tempos modernos e a correria do dia a dia tirou das escolas particulares as tais reuniões de pais e professores que eu me lembro que minha mãe ia. Descobri que estas reuniões vão além de ajudar no desenvolvimento pedagógico da escola. É lá que eu ficaria sabendo quem é a mãe do Pedro, o pai do João e com quem falar quando o Tiago der outro cascudo no meu filho. Mas como eu não conhecia as mães e as crianças, só por nomes, mandei um convite-bilhete, explicando o acampamento, dando os meus contatos e pedindo os contatos das mães para que, com elas, pudesse organizar os detalhes.

Enquanto esperava os contatos, pedi emprestada duas barracas, uma de dois lugares e uma de quatro. Limpei o quintal, tirei de lá tudo o que fosse potencialmente perigoso, como tábuas e tijolos. No segundo dia depois dos bilhetes, as mãe começam a ligar.

Primeira barreira. Um dos coleguinhas convidados tem uma dieta rígida, de pão integral, frutas e água de coco, o que mudava um pouco o meu menu de mashmallows na fogueira, pão com presunto e queijo e biscoitos. Mas tudo pelo bem do acampamento. Controlaria os mashmallows, aumentaria as frutas consumidas, o pão seria integral e os biscoitos não teriam gorduras trans.

A segunda mãe me liga: “Os meninos podem levar videogame?”. Uai, claro que não! É um acampamento. Tá, é no quintal, mas se estivéssemos no mato, não teria televisão, nem tomada para ligar o aparelho, certo? A criança pega o telefone: “Tia, então posso levar meu PSP?”

Sábado, 16 horas, chega a primeira criança e 15 minutos depois, estavam todas lá. Acho que as mães queriam mesmo uma noite de folga. Mobilizo as crianças para montar as barracas. Quero saber de onde os fabricantes de barracas tiram as medidas das pessoas que cabem dentro de seus produtos, porque a de duas pessoas mal cabia uma criança e a de quatro, coube três meninos de 7 anos com aperto.

Às 21h45, houve uma baixa: a criança que queria levar o playstation para o acampamento, fez uma mobilização, quis voltar para dentro de casa e ver filmes e foi prontamente podado antes que criasse um motim. Mas não conseguiu vencer a abstinência e ligou para que a mãe fosse buscá-lo. Pobre mãe. Chegou em casa, vestida pra festa que teve que cancelar pelo vício do filho de oito anos. Algumas crianças não estão preparadas para voltar no tempo.

(Crônica minha publicada no Jornal do Tocantins do dia 22/10/2009)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Na contramão da lei antitabagista



Não fumo. Nunca entendi como a humanidade chegou ao fumo. Comer plantas e animais estranhos é compreenssível. Comer faz parte da sobrevivência, é basal. Agora, qual foi o motivo que levou uma pessoa na antiguidade a enrrolar umas ervas, colocar fogo, levar à boca e tragar? Ah, os mistérios da humanidade... Para não dizer que nunca fumei, uma vez comprei um cachimbo e fumei camomila e um fumo aromatizado de menta, mais para fazer estilo do que por gostar. Também numa festa, peguei o cigarro de um amigo para tentar entender que graça ele via naquilo. E na faculdade costumava lamber os filtros dos cigarros de Bali alheios, que tem gostinho de bala de menta.

As duas vezes que traguei tabaco, fiquei tonta e nauseada. Não entendi de jeito nenhum de onde as pessoas tiram o prazer de fumar. Então, tirando estas experiências, mantenho minha boca longe dos cigarros. Já meus pulmões, coitados, foram açoitados quase que diariamente por todo o período em que morei com meus pais, que fumavam juntos 4 carteiras de cigarro por dia. Um dia, se eu morrer de câncer de pulmão, será por causa deles.

Mas esta exposição me tornou tolerante com os fumantes. Poucas vezes a fumaça do cigarro realmente me incomodou, não tenho nada contra alguém fumar numa mesa de bar em que eu esteja. Não sou tão tolerante ao ponto de deixar que fume na minha sala, mas não me importo que alguém (quase sempre meu pai, quando me visita) fique fumando na varanda enquanto bate um papo.

Mas a cultura de fumar tem alguns comportamentos que eu invejo. O tal "vamos fumar lá fora", por exemplo. Invejo os fumantes no trabalho que, no meio de qualquer crise, não importa qual, viram um para o outro e dizem: vamos fumar lá fora? E neste momento resolvem problemas do mundo, confidenciam segredos e boatos, discutem a relação e tomam café. Não que eu goste de café, mas me parece elegante depois de "vamos fumar lá fora", o próximo passo: "me acompanha num café?". Fica mais elegante ainda se as pessoas não estão no trabalho, mas próximos a uma cafeteria ou a uma máquina de café expresso.

E falando em elegância, nunca achei bonito mulher fumando cigarros pelo canto da boca, fica extremamente grosseiro. Mas já naquelas piteiras longas, hollywoodianas, acho a perfeição! Ainda agressivo, mas elegante, glamouroso. Acho que algumas pessoas foram talhadas para fumar. Das poucas vezes que me arrisquei a namorar um fumante, o gosto de cinzeiro que eles tinham na boca era compensado pela elegância que eu via neles ao fumar, na leveza com que levavam o cigarro na mão, como um extensão dos dedos. Ficava hipnotizada, minutos perdidos no espaço enquanto eu só observava as mãos e a fumaça bailando no ar, preguiçosa.

E o que dizer do isqueiro, este catalizador social? Basta uma pessoa dizer:
Tem fogo? Que um estranho próximo, de posse do instrumento mágico, passa a ser amigo, confidente e se fumar também e ainda compartilhar um trago, está automaticamente convidado para o churrasco de domingo.

Com as leis antitabagistas, os governantes estão falando algo como: fumantes, vão fumar em suas casas! E se tiver crianças por lá, cuidado! E não estão errados, não sou contra a proteção da saúde, vou ficar feliz em não ter que mudar a posição da cadeira para desviar da fumaça, mas também, de uma forma estranha, já que não sou fumante, vou ficar nostálgica com uma cultura que vai se perdendo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Inovando o mercado de trabalho


Gente, há algum tempo tenho pensado na profissão de PERSONAL TECNOLÓGICO e comecei a colocar em prática mandando e-mails para os amigos, o que dispertou a curiosidade da imprensa. Foi capa do caderno "Arte e Vida", do Jornal do Tocantins, desta quarta-feira, 30, as novas profissões ligadas à tecnologia. Confira aí em baixo a reportagem na íntegra.

Inovando o mercado de trabalho

Cinthia Abreu
Palmas

Com o avanço da tecnologia, aumentou o desemprego ao mesmo tempo quesurgiu novas atividades profissionais

Já dizia Lavoisier que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O mercado de trabalho tem se transformado, e como consequência, novas profissões também têm surgido. Profissões tradicionais como telefonista, atendimento de bancos e arquivistas, dentre outros, têm se tornado raras, extintas ou substituídas por computadores e outras máquinas.

O avanço tecnológico é certamente um dos principais causadores desta mudança. A mão de obra humana está sendo substituída por computadores, internet e outras ferramentas da nova tecnologia. A conquista pelo imediato, pela agilidade do tempo real trouxe profissões como personal tecnólogo, analistas de sistemas e webmaster que fazem parte do hall de novas atividades profissionais.

A jornalista Rafaela Lobato nem sabia que existia a profissão de personal tecnológico, descobriu por acaso. “Sempre que alguém comprava um notebook ou um computador novo e precisava fazer ou deletar uma conta de e-mail me procurava, eu até comentei de brincadeira que ia virar personal de tecnologia, até que um dia assistindo ao Jornal Hoje eu vi uma matéria sobre personal tecnológico, aí vi que eu era uma”, comenta.

Depois da descoberta, Rafaela decidiu se aprimorar na profissão, mas sem abandonar a carreira de jornalista. “Palmas ainda não tem mercado para isso, essa nova profissão vai acrescentar e vou utilizar minhas horas de folga, mas sei que não dá para viver disso”, diz.

Segundo Rafaela, a profissão já existe nos EUA e agora também vem sendo implantada no Brasil. O personal tecnólogico pode ensinar uma pessoa a manusear diferentes formas de tecnologia, ensinar a usar equipamentos eletroeletrônicos, i-phone, DVD, aparelho celular, ou até criar um blog, uma página da web, um orkut, entre muitas outras atividades. A jornalista pretende agora não só continuar com a profissão, como também começar a escrever colunas em páginas da internet sobre tecnologia.

Seriedade

Os analistas de sistemas estudam os diversos sistemas existentes entre hardwares (equipamentos), softwares (programas) e o usuário final. Carlos Filho trabalha o dia todo em frente ao computador e conectado à internet. Ele explica que sua rotina de trabalho se baseia em criar, modelar, e corrigir erros para aperfeiçoamento de sistema.

Antes, Filho pretendia ser engenheiro mecânico, mas percebendo o avanço do mercado de trabalho para a área de analista de sistema decidiu mudar os planos e cursou ciências da computação. “Comecei a mexer com computador muito cedo. Ganhei um 486 há alguns anos, comecei a ‘fuçar nele’ e gostei, foi aí que eu decidi trabalhar com informática”, comenta. O analista se sente realizado na profissão e acredita que apesar de ser uma profissão recente, a concorrência já se iguala às demais e que com o avanço da tecnologia a tendência é criar ainda mais oportunidades para este ramo. “Profissões como a minha têm tomado conta do mercado de trabalho. É uma ferramenta fundamental para o avanço de outras profissões e imprescindível na sociedade atual”,diz.

Estudo

A capacitação é de extrema importância em qualquer profissão. O Instituto Federal do Tocantins (Ifto) traz cursos específicos para esta gama de novas profissões. Segundo o diretor do campus de Palmas, Adriano Moura, para escolher quais cursos serão ministrados no Instituto é feita antes uma pesquisa nas empresas do Estado sobre quais os profissionais são mais requisitados. “Cursos como gestão pública e agronegócio, controle ambiental, engenharia mecatrônica são oferecidos buscando movimentar o mercado de trabalho e capacitar estes novos profissionais”, diz.

De acordo com Moura, a política do instituto é possibilitar às pessoas que não têm tempo de cursar uma universidade, de conquistar uma graduação a entrar no mercado de trabalho num período mais curto. O diretor considera que as novas profissões contribuem com a luta contra o desemprego e que com o avanço da tecnologia outras novas atividades surgirão a todos os momentos. “Os cursos ligados à tecnologia são os mais procurados no instituto pela grande possibilidade de empregos que a área oferece”, conclui.

Em relação ao perfil do profissional do mundo moderno, a gerente de recursos humanos do Sesi - TO, Cintia Xavier, acredita que a principal característica é a pró-atividade. Segundo ela, as empresas buscam pessoas ágeis, com formação e com capacidade de relacionar-se e resolver problemas. “Mesmo com a concorrência destas novas profissões não há tanta escassez de vagas, há sim uma certa dificuldade de encontrar candidatos qualificados, principalmente nas áreas técnicas”, comenta.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As mulheres e as 10 mentiras inocentes que contamos



Depois que a Faxineira Fá revelou lá no Sábado de Faxina as "mentirinhas" que os homens costumam contar para suas parceiras, eu quis ser justa e dizer que nós, mulheres, também não somos muito honestas em certos aspectos. Confira algumas falsidades ou "mentirinhas ingênuas" que as mulheres adoram contar para seus parceiros.

Mas atenção! E que isso fique claro para ambos os sexos: existem exceções e ninguém é tão bom ou tão ruim como se pensa.

Você é tão bom de cama

Não só é uma questão de fazer o outro se sentir bem e massagear seu ego, mas uma forma de esconder que muitas vezes não nos sentimos satisfeitas e acreditamos que seja por nossa culpa. Essa mentira se confirma com o alto índice de mulheres que fingem seus orgasmos, o que demonstra a pouca comunicação que existe sobre esse assunto.

Que simpática a sua ex

Mesmo que nos consuma de ódio cada vez que encontramos com ela, ou quando ela está perto do nosso namorado, não podemos demonstrar insegurança e cair matando em críticas. Pretendemos ser uma boa parceira e isso inclui tolerância. E além disso, é melhor estar próxima dos inimigos para poder ter o controle.

O problema sou eu, não você


Parece mais uma mentira masculina do que feminina? Ainda que seja, a verdade é que as mulheres costumam dizer essa frase mais vezes do que os homens, já que possuem muito mais conflitos internos com relação à certeza dos sentimentos, sendo assim, diante de qualquer dúvida, acabam se escondendo por meio dessa mentira. É uma forma simples e reservada de sair de um problema.

Que delícia a comida que você fez

Ainda que seja o prato mais desagradável que você já tenha provado na sua vida, não existe a possibilidade de dizer que não gostou, já que essa é a única forma para que a nossa batalha para que ele nos ajude na cozinha não seja perdida. Diante de alguma crítica, ele jamais voltaria a se meter no nosso terreno. Melhor engolir, tomar água e fingir.

Não está acontecendo nada

Quantas vezes não usamos esta frase para evitar que ele perceba como estamos furiosas? Milhares. E só fazermos isso para não entrarmos em conflito ou quem sabe para que ele não se dê conta de que o que nos incomoda é algo que eles consideram grandes bobagens. O problema é que em algum momento explodimos e mais do que deveríamos.

Saia com seus amigos, não tem problema


Ciumenta, eu? Não, confio 100% em você. Mesmo que a gente morra de ciúmes e que seja impossível não pensar que entre homens seu namorado pode fazer mais de uma besteira, não podemos permitir que ele ou os amigos dele nos vejam como a "bruxa". É fundamental que, acima de tudo, os amigos dele nos vejam como uma aliada. Dessa forma, teremos a aprovação deles e isso evitará que o incentivem a trair-nos com outra mulher.

Tem um cara no meu trabalho que me paquera


É óbvio que "esse homem" não existe, mas claro que ele não precisa saber disso. Esta é uma mentira clássica e que contamos nos mínimos detalhes para deixar claro que na vida não há nada 100% seguro e que ele deve estar constantemente nos conquistando, caso contrário podemos mudar para o outro lado.

Tenho que fazer tantas coisas, a gente se vê outro dia

É inevitável, existem momentos em que queremos ficar sozinhas, caminhar, olhar as vitrines ou simplesmente não fazer nada. E não é que não queremos estar com ele nunca mais, só que há momentos em que preferimos a nossa própria companhia. É uma mentira ingênua para evitar que ele fique imaginando coisas.

Não, não fiz nada. Você acha que estou diferente?

Quer coisa melhor do que ele pensar que somos lindas e maravilhosas por natureza? Mesmo que tenhamos passado a tarde toda no salão de beleza, ido a um spa ou feito uma maquiagem diferente, mas natural, queremos que ele nos veja e se dê conta de como somos charmosas sem fazer o menor esforço. Além disso, sejamos honestas: por acaso eles se dão conta quando fazemos algo? Não, só nos vêem de modo diferente.

Não estou a fim de fazer sexo. Estou cansada


Uma reposta que para eles é catastrófica, sobretudo quando vão direto para casa com a intenção de passar um bom momento junto da sua parceira. Há duas razões cruciais para esta mentira: uma, é que queremos fazê-lo esperar e aumentar ainda mais a sua excitação ou estamos com raiva dele por alguma coisa que aconteceu há pouco tempo e queremos castigá-lo.


sábado, 5 de setembro de 2009

Campanha "Namore uma mãe solteira"


Não sei quem criou esta campanha, mas ela tem aparecido em vários blogs e no orkut. E com as devidas explicações. Veja:


Diretrizes básicas:

1) Nós não temos pressa de casar, porque já temos filho
2) Nós não temos pressa de ter filho, porque já temos filho
3) Nós não temos tempo de grudar no seu pé, porque já temos filho
4) Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque já temos filho
5) Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque nós já temos filho

Acho que os itens 1 e 3 até chamam a atenção no universo masculino. Mas eu entendo também que só homens de cabeça aberta não tem nenhum tipo de preconceito com uma mãe solteira. Não sei porque, mas acho que os homens meio que paralizam, pensando: Putz, uma criança?!

Será que pensam que a responsabilidade de criar esta criança também será
deles? Bom, não, se não quizerem!

Mas acho que ainda tem o lance de não ter atenção total de uma mulher, porque o filho virá em primeiro lugar. Os homens não entendem muito a nossa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, quanto mais a de dividir a nossa atenção.

Um amigo meu, que se casou com uma mãe solteira, agora, mãe casada, disse que fez o melhor da vida e adquiriu um pacote completo. Conseguiu uma família inteira de uma só vez. E agora está só na parte de ampliação e manutenção, já que a esposa está esperando o primeiro filho do casal.


E esta família crescendo me lembrou uma frase de alguma das várias esposas que Chico Anísio já teve. Um dia uma delas virou para o humorista e disse:


- Chico, temos que conversar. Os seus filhos e os meus filhos estão brigando com os nossos filhos!


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vovó é do rock!


Um dos meus maiores medos como mãe é de ser "mãe enturmadinha". Aquela que não consegue ver o limite em que deixar na porta da escola, dar beijinho no rosto e desejar boa aula deixa de ser fonte de segurança para a criança e se tornar um: Ai, que mico, mãe!

Tenho verdadeiro terror de não saber diferenciar a hora em que levar para a festa e descer para conhecer os pais da outra criança possa gerar protestos ferrenhos e comentários do tipo: "Poxa, a mãe do Ian não desconfia que aqui não tem nenhum velho pra pegar no pé?!". Ou pior. Estar por dentro dos assuntos da moçada, receber os colegas do Ian e eles começarem a vir em casa para falar comigo e não com o Ian! Ir para a boate junto! Credo! Bato na madeira, três vezes.

Não há filho que ature mãe enturmadinha.

Mas, o meu sonho, por outro lado é ser uma avó enturmadinha! As avós podem tudo! Papai vir comigo à boate?! Nem pensar! Mas se a vovó for, vai ser tudddooo! Avós podem mimar e dar besteira para os meninos comerem e presentear com o videogame que os pais não dão porque o menino precisa estudar.

Se tudo seguir pelos tramites normais, devo ser avó lá pelos 60 anos. E não quero ser uma avó gostosona, que não tem noção da idade que tem, com medo de encelhecer! Não senhores. Quero ter meu lindos cabelos branquinhos e encaracolados, meus óculos na ponta do nariz e fazer deliciosos pães de queijo aos fins de semana (aliás, o que serão das crianças netas de mulheres que hoje não sabem nem ferver água?). Só que com a cabeça aberta!

Quero estar por dentro das bandas de rock da época (se é que rock daqui a 30 anos vai continuar sendo música pra adolescente rebelde), das novidades tecnológicas e ser tão boca suja quanto a Dercy Gonçalves.

Uma cena que tenho ensaiado com antecedência, supondo que Ian terá uma filha. Meia noite, a menina vira e diz: Pai, tô indo pra festa da Jujubinha. Ian: A esta hora?!? Você tá é louca que eu vou deixar! Eu entro na história, com a chave do carro na mão e digo: `Bora, fia. Eu te levo lá!

O Ian nem sonha o que espera por ele no futuro...rs....

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Super Nany não virá me ajudar


Tem muito tempo que eu não assisto ao programa Super Nany, mas tem um tarefa que ela propõe às famílias e que eu queria repetir em casa. Criar a famosa rotina. Mas nunca dá certo. Queria mesmo ver a Super Nany vir ao Tocantins para montar uma rotina para uma mãe solteira, jornalista.


Tem dia que dá para almoçar em casa, tem dia que não dá. Tem dia que eu viajo de madrugada e só volto à noite. E nada é previsível. Não tem como eu dizer na quinta-feira que vem não vou almoçar em casa. Muitas vezes ficamos sabendo da pauta em cima do horário. Aí, é uma correria geral para achar alguém para buscar menino na escola, onde ele vai almoçar, quem o levará para a escola de atividades infantis que o mantém ocupado à tarde enquanto eu ralo. E, caso eu tenha que dormir fora de casa, piora. Na verdade, a rotina dele é quase tão louca quanto a minha. E para mudar isto, só mudando de profissão.


Segundo um amigo meu, a Super Nany nunca viria me ajudar. Mas não por causa de morar no Tocantins e nunca ter me inscrito no programa, mas por eu não ter uma família padrão. Os métodos dela foram desenvolvidos para só funcionar em uma família com núcleo Pai/Mãe. Reparem aí que ela nunca foi ajudar uma mãe ou pai solteiros ou viúvos.


Isto me fez refletir sobre as novas famílias e o quão os educadores estão despreparados para elas. Comemorações de dia das mães e dia dos pais estão um tanto obsoletas. E não só para os pais/mães solteiros, viúvos, como as divorciadas e nem vou entrar muito no mérito de muitas lésbicas que tem filhos e parceiras. Concordo que a grande maioria das famílias ainda é composta de mãe e pai, mas não dá para tapar o sol com a peneira e negar que isto está mudando. E mudando rápido. Acho que a solução não é igual a das igrejas evangélicas que querem transformar as famílias para que estas se adaptem ao sistema. Está chegando a hora que o sistema vai ter que se adaptar às novas famílias.


Mães solteiras e viúvas existem a muito tempo. Não são novidade. Mas as solteiras eram escondidas e discriminadas. E as viúvas, como vítimas de uma tragédia, amparadas pela família e logo eram casadas de novo, para que não ficassem sozinhas.


Hoje, não. Existem mães solteiras por opção, felizes com a sua produção independente e viúvas que conseguem viver bem, se manter sozinhas sem ter um homem que as ampare.


Uma outra amiga, também mãe solteira, disse que tem o maior cuidado com o filho na escola, que ele tem que ser o mais esforçado, o mais disciplinado, porque caso ele e outra criança saiam da linha, com certeza o filho dela vai ser apontado como o errado, porque veio de uma família desestruturada. Ao meu ver, isto é discriminação. Pode até ser que uma criança que pertence a uma nova família tenha um comportamento diferente, mas os educadores deveriam ter uma forma melhor de trabalhar com isto do que simplesmente apontar que a família está errada, porque a família está mudando.


Acho que vou ali, no site da super Nany fazer um teste. Quem sabe se me inscrever, ela aceite o desafio?

domingo, 23 de agosto de 2009

Psiu, fala baixo, vamos falar de sexo

Que sexo é bom, todo mundo sabe e compartilha da idéia. Costumo dizer que sexo é bom até quando é ruim. É saudável, energizante.

E, se gostamos de sexo, nada mais natural que procurar informações sobre o assunto. E, além das rodas de amigos, a grande fonte é a internet. A rede garante privacidade para adultos e adolescentes curiosos, que podem se informar sem se constranger ou se expor. Mas é pena que nem toda informação disponivel seja de qualidade. Para mim, a culpa toda ainda é do grande tabu que cerca o sexo e que, mesmo com muita evolução nos últimos anos, ainda tem muito preconceito para ser quebrado.

Tenho terror do senso comum de que falar, escrever e até pensar em descrever posições, externar e desenvolver fetiches é anormal. Pornografia, perversão, safadesa? Com certeza! Mas não anormalidade. Anormal (caso não tenha votos de castidade envolvidos) é quem não pensa em sexo, não se informa, não pratica.

Pornografia e perversão são palavras carregadas de sentido perjorativo graças à séculos de tabus sobre tudo o que envolve sexo.

Até mesmo o Dicionário Aurélio faz isto:

Pornografia - Figura (s), fotografia (s), filme (s), obra literária ou de arte relativos a, ou que tratem de coisas ou assuntos obscenos (?!) ou licenciosos (?!).

Ah, dá licença! Se fossem libidinosos, eu concordava. Agora, obscenos e licenciosos são alguns atos do congresso, mas aí a sacanagem é outra.

Sexo é assunto importante que ao invés de ser tratado de forma lúdica, tem que ter um verniz de científico para ter credibilidade. E não é todo mundo que entende a linguagem ou a frieza cientificas. Até porque os cientistas não descrevem sensações, nem sentimentos ou situações.

Dentro desta temática, encontrei dois sites que realmente valem a pena. E que não são toscos como muitos filmes pornôs disponíveis no mercado. São sites bonitos, com informações importantes e o que é melhor, divertidos de ler!

A Vida Secreta - o site trata dos mais variados assuntos, indo de gastronomia erótica até fetiches e terminologias. A descrição pareceu chata? Entre lá para ler ou ouvir, porque os podcasts da B.zinha e do ADM Secreto são particularmente estimulantes.

Preservativos Prudence - Eu disse lá em cima que sexo tinha que ser tratado de forma lúdica, certo? O site dos preservativos Prudence conseguiu. Lá está o blog do Jairo Bouer (que é técnico, informativo e não é chato), dos Testadores de Camisinhas (perfeito pro público masculino) e da Delicius (para as mulheres). Eles também usam o twitsex... que eu ainda não entendi. Achei que era o twitter, mas não é só isto.

Os outros sites de marcas de camisinha também são legais, mas os achei carregados demais e muito precupados com visual e menos com conteúdo.

Espero que este post tenha sido bom pra vocês, porque pra mim, foi um prazer...rs... escrever.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mãe solteirice

Eu fazia parte de uma comunidade do orkut que se chamava: "Sou mãe solteira e daí?" E, como na maioria das minhas comunidades, não é que realmente participe das discussões, mas é só uma forma de aumentar minha descrição e minha linha de interesses.

Fuçando no meu perfil, fui lá dar uma olhada.

Me decepcionei com o tom sofrido que li das mães solteiras. Parece que são todas retirantes do sertão nordestino, sem um rumo e fugindo da terra quente e esturricada. Sim, nossa vida não é fácil, mas acredito que a de ninguém, nestes tempos modernos de mães e pais que trabalham o dia inteiro, seja lá muito diferente.

Não temos com quem dividir as responsabilidades, mas também não temos muita discussão. Escolher uma escola pro filho é difícil de fazer sozinha, mas uma vez tomada a decisão, não tem ninguém pra se opor!

E, todas sabemos que a família acaba nos ajudando, sem dizer nada das mães solteiras que praticamente entregam os filhos para serem criados pelas avós.

Acho que ou ser mãe solteira não é tanto a cruz que se acreditava ou eu mesma já me acostumei tanto à condição que não enxergo mais as dificuldades como dificuldades, mas como simples rotina.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Novos medos de antigos prazeres


Voltei das férias. No mínimo, deveria ter pelo menos uns 10 posts por aqui sobre minha primeira viagem de férias como mãe. Não tinha me dado conta disto, mas foi. Nunca tinha viajado com meu filho de férias. E este tempo me relembrou algumas coisas da infância. Mas achei uma descrição perfeita nas palavras de Raq Affonso, do 02 Neurônio:

Férias quando você é criança:
tédio. Primos. TV. crianças pequenas. família.
Férias quando você é jovem: coisas incríveis, ônibus interestaduais. Cerveja de garrafa. Casa alugada com várias amigas. Amnésias alcoolicas.
Férias quando você é adulta: crianças pequenas. Cerveja. Casa com família. Tédio. Amnésias alcoolicas.

As férias não foram maravilhosas como planejado, mas foram interessantes. Muitas descobertas sobre mim mesma. A mais decepcionante: tenho medo de roda-gigante! Dá pra imaginar? Eu era fissurada em altura, pulei de pontes de 35 metros, fazia rappel na boa, achava a montanha russa um passeio.

Eis que vou a um destes parques de diversões montados em frente ao Shopping Center, com direito a cinema 180º e à Monga, a Mulher Gorila! Lá fomos eu e meu irmão com Ian à tira-colo.


Primeiro brinquedo que chamou a atenção da criança foi, claro, a montanha russa, com um pequeno looping. Mas tinha altura mínima para entrar, 1,30 m. Ian, 1,27 m. Então, nada de montanha russa. Vamos para xícara maluca, cinema 180º. Pausa para o cinema 180º. Este será um post à parte.


Acabamos na roda gigante e lá vou eu com um Ian elétrico. Fui toda empolgada para apresentar para a criança um dos meus brinquedos favoritos e... logo que a cadeira pára lá em cima.... tudo bem. Mas na hora que descia... lá estava eu, descobrindo como sou religiosa, murmurando baixinho de olhos fechados um "Ai, meu Deus! Ai, meu Deus!!!", tentando disfarçar meu medo para o Ian que levantava os braços e gritava:Iuhuuuu!!!!!


Esta é uma parte em que me entristece envelhecer...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Férias!!!!

Depois de cinco anos sem sair de Palmas, a não ser a trabalho, eis que amanhã, dia 1/07, eu entro de férias! Dia 07/07, embarco para Belo Horizonte, junto com Ian, a crionça. Vamos visitar minha mãe, irmã, tios, avós, primos e tals. Alguns eu não vejo a quase dez anos.

Pretendo não estacionar na capital do pão de queijo. A idéia é descer a Serra do Mar de trem, numa das únicas linhas para passageiros do país, que vai de BH à Vitória-ES.

Tudo isto com Ian à tira-colo. Tentando incutir na criança o espírito do mochileiro, em que o mundo é a nossa casa.

Depois de ir à capital capixaba, lá vou eu para o Rio de Janeiro. Programa quase de turista estrangeiro. Quero subir o Pão de Açúcar de bondinho, conhecer o Cristo Redentor. Tardes só para olhar a praia de Copacabana e Ipanema. Ainda não sei o que vou fazer com o Ian para poder dar umas boas escapadelas para a Lapa. Recomendação forte de todos os amigos que conhecem o Rio. Arco dos Telles na Praça XV (quinta-feira), indicação especial do amigo Yusseff Abrahim, que mora em Manaus-AM, mas conhece muito do Brasil.

Caso a grana dê, ainda quero passar por Petrópolis e Paraty antes de retornar à BH.

Nada de roteiro para fora do país para mim, ainda. Assim que eu confirmar minha capacidade de viajar com o Ian por aqui mesmo, em terras brazucas, me arrisco a passear na Argentina, no Uruguai, no Peru, como já fizeram minhas amigas Milena Araguaia e Kassandra Valduga, que toparam gastar fôlego e sapatos para conhecer Macchu Picchu.

terça-feira, 2 de junho de 2009

É por essas e outras que Deus não dá asas à pobre

Nas minhas viagens de trabalho, muitas vezes temos changes de voltar de uma pauta de avião. Se tiver uma câmera na mão e pilotos gente boa, dá até para fazer imagens legais!


video

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Não é todo dia que a gente pode zoar com uma dupla sertaneja


Respeito todo mundo que gosta de música sertaneja, desde que não me obrigue a ouvir. Não adianta tentar me convencer, porque é mesmo aquelas questões de gosto em que cada um tem o seu. Morei em Goiânia um bom tempo, ouvindo a "Rádio Terra" involuntariamente enquando ia de ônibus para a faculdade, um trajeto de cerca de uma hora, nos dias úteis, por 4 anos. Foi o suficiente para desenvolver com qualidade o meu "isoleitor sonoro tabajara". Toca música sertaneja, eu ignoro. É como se fosse o som do trânsito, barulho de construção.

Juntando eu não gostar de música sertaneja, eu não gosto também de fama gratuita. Aquelas pessoas que ficam famosas não por mérito, mas simplesmente por estar na onda do momento.

Dia destes, fui à trabalho numa agência de publicidade e precisei acessar meu e-mail. A mocinha que me atendia, me levou à sala de reuniões, onde tinha um computador disponível. Quando ela abre a porta, dois homens, sentados à mesa me olharam com expectativa. A mocinha apresenta: Rafaela, estes são (não sei mesmo o nome dos caras, mas sei que são um destes da onda, novos nas paradas, tipo, sei lá, Victor e Leo) Fulaninho e Cicraninho.

Os dois estufaram o peito esperando uma reação, um pedido de autógrafos, um ar de euforia. Eu, usei da sinceridade: Desculpa, gente, mas eu não tenho a mínima idéia de quem são vocês. Sertanejo não é mesmo o meu forte.

Os dois desmoronaram na hora. Balbuciaram: Mas o nosso sertanejo não é igual a estes antigos que você ouve, não. O nosso é o sertanejo universitário (!?).

Para matar eles de vez: Mas é justo os antigos, os pioneiros, o Tonico e Tinoco que eu admiro!

Gente, não é todo dia que eu tenho a oportunidade de zoar com uma dupla sertaneja!


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Idéias de jerico


É com esta frase que eu pontuo quase tudo que acho que meu filho faz que não é uma boa idéia. Tipo: pós chuva, criança arrumada para festa de aniversário corre pro quintal e senta no balanço coberto de limo. Baita idéia de jerico. E eu digo: Ian, que idéia de jerico foi esta? Corre pra trocar de roupa, senão, nada de festa! Aí, veio a Páscoa. A tarde do Sábado de Aleluia foi gasta na montagem de uma armadilha para o Coelho da Páscoa. - Ian, vamos montar uma armadilha para o coelhinho, porque se a gente pega ele, podemos pedir mais ovos. E foi-se a tarde, ele e meu irmão, cordas e tijolos. Vim eu com maizena para caso o coelho fugir, ter como a gente seguir as pegadas.
Comprei os ovos que ele pediu na carta que escreveu há uma semana atrás, mas não tinha um do Ben 10. Tinha acabado. E eu comprei os ovos na quinta!

Chega a hora de dormir, e eu, de madrugada, fazendo patas de coelho pela casa, até o quarto, subindo pelaa cômoda, depois indo para a sala. Escreve bilhetes para as pistas, desenha mapa, sobe no cajueiro no meio da noite para esconder um dos ovos.

Escrevi uma carta como se fosse o coelhinho, indignado com a gente ter tentado prendê-lo. E que então, ele ia esconder os ovos e a gente tinha que seguir as pistas.

Quando o Ian achou só dois ovos, virou pra mim e disse: Viu? Você com esta sua idéia de jerico de prender o coelhinho, agora eu só ganhei dois ovos!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mudando de pele

É mais ou menos assim que tenho me sentido nos últimos tempos. Tenho aprendido a me vestir melhor, a me maquiar melhor, a me pentear... deixa pra lá. O meu cabelo é capítulo à parte. Este sim, ainda precisa de acertar corte, cor, textura. Ainda não me sinto segura pra fazer mudanças radicais nele, mas sinto a necessidade.

A Kassandra, do Blog da Kass, falou que eu tinha que escrever sobre isto. Porque, segundo ela, só agora eu deixei de parecer estudante e estou realmente mulher. Mal sabia ao fazer o elogio que boa parte da mudança é culpa dela. Trabalhamos juntas e quando eu chegava para trabalhar no meu jeans velho e camiseta e rasteirinha e a via toda elegante me sentia o patinho feio. Mas eu sabia do meu potencial. Tinha era medo de me vestir bem e parecer mais velha. Descobri que meu mal-vestida era uma revolta contra a passagem dos anos! Logo eu, que achava que a idade não quer dizer nada.

Atribuo a mudança também a outro fator fundamental. Dieta. A perda de 13 quilos me deu opção de escolha. Agora eu olho para as roupas e elas me servem! Não preciso chegar na loja de tamanhos especiais para encontrar algo que fique bem. Nas minhas últimas compras adquiri uma bermuda de tamanho 46. A vendedora: a 44 fica bem para você. Provei e achei que estava muito justa. Levei a 46, que ficou bem confortável. Mas logo que coloquei no corpo para usar, o tecido foi se ajustando e a bermuda começou a cair! Agora, eu posso até acreditar nas vendedoras!

Logo, a minha cartunista favorita pode falar por mim. Leiam os quadrinhos da Maitena aí embaixo. É só clicar na imagem que ela cresce.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dias que compensam outros

Filhos são engraçados. Tem umas tiradas que nos matam de rir, nos matam de vergonha ou de felicidade.

Uma das passagens mais engraçadas que o Ian já me fez passar deixou muitas mães indignadas, mas eu achei fofo e inocente. Não foi bom para a autoestima, mas foi bom para uma autoanálise e altas gargalhadas.

Por causa do trabalho, eu não pude levá-lo no primeiro dia de aula, na primeira vez que ele mudou de escola, quando ele tinha 4 anos. Minha mãe foi quem conferiu se tinha tudo na mochila, levou e colocou a criança dentro da sala de aula. Fiquei triste por não poder acompanhar o processo. Gosto muito de ver as expressões e as impressões dele sobre tudo o que é novo.

Portanto, assim que tive a oportunidade, três dias depois, fui levá-lo na escola e deixá-lo na sala de aula. Ele foi, todo contente, me puxando pela mão para me mostrar a sala, os coleguinhas e a professora. Assim que entrou na sala, ele puxou a professora pela camisa apontou para mim e disse esta pérola:

- Tia, esta é a minha mãe! E ela é gorda.

Silêncio total por parte da professora. Não aguentei e eu mesma caí na gargalhada. Uma amiga minha disse que se fosse com ela, levava um cascudo na hora, em frente aos colegas. Mas ele falou tão inocente. Quase como se ser gorda fosse um charme. Mal sabia ele que era a frase mortal para a maioria das mulheres sobre a terra.

Mas este fim de semana ele se redimiu. Virou para mim e perguntou:

- Mamãe, quantos anos você tem?

Ai, ai. Lá vem. Agora vai me chamar de velha. Eu me lembro bem (e quando a gente diz eu me lembro é porque já se passou muito tempo, coisa assim superior a duas décadas) de que quando eu era criança toda idade acima de quinze anos para mim era gente velha. Respirei fundo, já esperando sentir ainda mais o peso dos anos nas minhas costas.

- Trinta.

- Ah! Legal! Então, você ainda é criança! Porque os humanos vivem mais de cem anos e trinta ainda tá muito longe de cem!

Mereceu um abraço e um beijo!


segunda-feira, 30 de março de 2009

Limpar a pele - passo fundamental para boa maquiagem

Peço que me desculpem os meus leitores homens, mas meu blog vai ficar extremamamente mulherzinha estes dias, com as minhas dicas de maquiagem. Mas não fiquem tristes, esta fase deve passar e eu volto a postar outras coisas, talvez mais interessantes para vocês, quando eu começar a navegar pela tecnologia.

Mas, meninas, aqui vai mais uma dica de maquiagem. Antes de ter lápis de olho à prova d'água, duos ou trios de sombras, delineador, o melhor é apostar numa pele bem cuidada. Uma pele bem cuidada por si só já é um espetáculo. O clima de Palmas não ajuda nada. Minha pele sempre foi boa, era mista (aquela que só tem oleosidade na tal zona "T", formada pela testa, nariz e queixo) até a exposição a este sol miserável que, além de fazer meu rosto explodir em oleosidade, abriu os meus poros.


Então, o que fazer?! Filtro solar! Deem ouvidos ao famoso vídeo da DM9 dublado pelo Pedro Bial e usem filtro solar! Filtro solar em Palmas deveria ser subsidiado pelo governo, porque não é uma questão de estética, mas de saúde pública. E não venha com nada menos que um fator 30. E eles são caros. Acredito mesmo que mulher deveria ganhar mais que homem e não ao contrário. Além do filtro solar, ainda tem sabonete específico para o rosto (e para o seu tipo de pele), esfoliante, tônico e hidratante. E este é o quinteto da boa pele: filtro solar, sabonete para o rosto, esfoliante (para usar uma vez por semana), tônico e hidratante. Vou acrescentar um sexto e um sétimo componentes por minha conta: paciência e tempo. Pois o processo todo de cuidar da pele deve (eu disse DEVE) ser feito pelo menos duas vezes ao dia. De preferência pela manhã e antes de dormir. Se você vai em casa na hora do almoço, tira a maquiagem e vai se maquiar de novo, deveria fazer todo o processo de limpar a pele antes de fazer nova maquiagem. Como eu disse: paciência.... e tempo.


Filtro ou Bloqueador Solar: aplicar sempre. Protege do sol, evita manchas e câncer de pele. A maioria dos filtro solares têm duração de duas horas, pois perdem a eficácia com o suor e até mesmo do próprio atrito das mãos no rosto, por exemplo. Os bloqueadores duram mais e não saem na água. Passar em todas partes do corpo que ficarem expostas ao sol, não somente no rosto. Quem tem pele oleosa, melhor comprar em forma de gel. Não é comum nos supermercados e farmácias, mas pode ser manipulado e sai até mais em conta. Um frasco de 250 ml, fator 30, sai por volta de R$ 35,00.


Esfoliante: produto abrasivo para tirar as células mortas do rosto e fazer com que a pele se renove mais rápido. Usar só uma vez por semana. Tem um monte de produto no mercado, usando como substância abrasiva as mais variadas matérias primas. Sal marinho, casca de castanha do pará, microesferas de cristal... já usei alguns produtos bem caros, mas para mim, nenhum substitui minha receita caseira de mel e fubá mimoso.


Sabonete para o rosto: é menos agressivo para a pele. Eu, particularmente, não uso nada para lavar o rosto, a não ser água. Então, não tenho uma opinião para dar aqui sobre este produto. Para limpar bem a pele do rosto, eu faço senamalmente esfoliação e diariamente uso um creme de limpeza logo depois do banho. Depois, aplico tônico.


Tônico: tá aí um produto que eu comprei e não sabia muito a função. Sabia que tinha que usar. O tônico serve para terminar a limpeza feita pelo sabonete e para estimular a produção de colágeno, "colando" a pele na musculatura do rosto.


Hidratante: nem precisa de descrição. Mas é bom um alerta que também tive na minha aula de automaquiagem: peles oleosas podem dispensar o hidradante diário e usar só quando se expor muito ao sol ou quando sentir a pele "esticando". Usar todo dia, aumenta a oleosidade e traz cravos e espinhas.


Dicas finais: todo produto que a gente aplica no rosto deve ser aplicado também no pescoço e colo. No rosto, espalhe o produto com movimentos de dentro para fora e sempre para cima. No pescoço e colo, com movimentos para baixo. Aplique os produtos com algodão. É mais suave que lenços ou outros papéis específicos para maquiagem.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Maquiagem e mácaras

Nunca dei muita atenção para maquiagem até o dia que fui trabalhar em um programa de televisão. Até então, maquiagem para mim não passava de lápis preto no olho, um batom na boca e só para balada. Para trabalhar, batom cor de boca só para hidratar os lábios. Mas em frente às câmeras, uma maquiagem completa, com direito a corretivo, pó, sombra, blush e rímel é fundamental e indispensável. Mas descobri que não é só na TV. Uma boa maquiagem, marca uma personalidade, atrai olhares, gera respeito. Antes de perceber isto, para mim, maquiagem era coisa para patricinhas e peruas. Ledo engano. Profissionais de qualquer área, até mesmo quem trabalha no campo ou com esportes, que colocam um gloss na boca, já mostram feminilidade, cuidado, vaidade e autoestima.

Maquiagem pode ser usada como máscara, sem ser fantasia. Um olhar sensual, profisional, meigo. Tudo isto é possível só com a maquiagem certa. A boa maquiagem nada mais é que apagar todos os seus traços e depois resaltar o que te interessa.


No Dia Internacional das Mulheres, ganhei do lugar onde trabalho um vale presente para gastar com produtos de beleza e um curso de automaquiagem. Fui. Empolgada.


Maquiagem é como moda. Mudam tendências de cor, formas, técnicas de pintar. E as técnicas são mesmo como pintura artística. Cada maquiador tem a sua e passa a pregá-la para o mundo. E toda mulher que se maqueia com frequencia já desenvolveu um ou dois troquezinhos para destacar o próprio rosto. Como tenho olheiras, já sei, por exemplo, que as sombras roxas, lilases e azuis escuras estão abolidas da minha paleta de cores.


O maquiador que nos deu o curso, Natal, trouxe 3 grandes novidades para mim. Duas sobre aplicação dos produtos e uma sobre a qualidade dos mesmos.


1. Primeiro maquiar os olhos, antes de tudo, antes de base, antes de corretivo. Para as minhas olheiras foi fantástico, porque quando passo sombra, sempre cai um pouco do pó sobre o corretivo, manchando o look. Mas como só vou passar o corretivo depois, dá pra limpar tudo e aí, sim, disfarçar as benditas imperfeições.


2. Passar o pó compacto no fim de tudo. Até mesmo depois do blush. Pelo mesmo motivo. Com o pó por último dá para corrigir um erro no blush. E também ajuda a fixar toda a maquiagem que fica por baio. Lembre-se também de nunca passar pó abaixo dos olhos, onde colocamos o corretivo, porque dá um efeito craquelado.


3. A intenção não é fazer propaganda, mas o curso é do O Boticário. A melhor maquiagem que já usei. Cara, mas vale a pena. Eu uso maquiagem da Avon e algumas da Natura e da Payout. Mas depois de passar os produtos do O Boticário, mudei toda a minha concepção sobre os produtos. eu sempre achei que as maquiagens que comprava da Natura e da Avon não diferiam muito no efeito (só no fato de terem filtro solar e adtivos antiidade) das que a gente compra na farmácia por um terço do preço. Mas a maquiagem do O Boticário me conquistou. Não tem como errar com aqueles produtos. Nenhuma sombvra fica carregada, o lápis não borra e o demaquilante (sempre tive problemas com tirar a maquiagem) faz o seu trabalho com perfeição.


Logo que comecei a escrever este post, percebi que tenho assunto para outros muitos! Então, prometo voltar no assunto no próximo post!

terça-feira, 24 de março de 2009

Mulher alterada


Amo, de paixão apaixonada e irrevogável.
Não é um homem.
Não é uma mulher.
Opa, peraí. É uma mulher! É uma cartunista, mas é uma mulher!
Não. Não sou lésbica.
Mas a Maitena é fantástica. Não bastasse seus precisos insigths sobre o feminino, seus desenhos são hilários, seu humor, irrepreensível.



Quem quizer gastar uma pouco de espanhol (ela é argentina) pode entrar no site dela. Mas quem quizer delirar com os quadrinhos, em bom e claro português brasileiro, procure pelos livros "Mulheres Alteradas" 1 e 2 e "Curvas Perigosas", também em dois volumes.





domingo, 4 de janeiro de 2009

Domingo sem paz

Fim de ano é sempre uma loucura para mim, porque eu quase sempre trabalho nos feriados. E ainda tem o Ian de férias e sem lugar pra ficar, o que me fez levá-lo para trabalhar alguns dias. Passado o período conturbado de festas, exportei a criança para a casa da avó em Belo Horizonte e consegui um fim de semana de paz e solidão muito raras na minha vida.

Acordei cedo no sábado para terminar de arrumar as malas do Ian, entregá-lo para meu irmão corajoso que foi viajar sozinho com a criança de carro por 1,5 mil quilômetros. Por volta das 10 da manhã, eu estava livre. Aproveitei pra pagar as contas, fazer algumas compras (a geladeira só tinha iogurte e água) e fui almoçar na casa de um amigo que não via há muito tempo. Por lá fiquei colocando a conversa em dia até o inicio da noite. Ah, o doce sabor da liberdade de poder chegar em casa à hora que quiser e fazer o que quiser quando chegar.

Fui pra casa, assisti filmes sem nenhuma interrupção sequer! Tão estranho. Dormi sem ter que ler historinha pra ninguém, embalada apenas por música e um cálice de vinho.

Acordei no domingo, cedo como sempre, porque meu relógio biológico não me deixa dormir. Mas desrespeitei a disposição e fiquei deitada na cama assistindo "Pequenas Empresas, Grandes Negócios", "Auto-esporte" e "Globo Rural". Não me dei ao trabalho nem de mudar de canal. E era tudo reprise, mas como não assisto televisão aos domingos, era tudo novidade pra mim. Aí, o sol entrou pela janela. Pensei: vou pro quintal aproveitar um topless!

Gente, não consegui ficar 15 minutos consecutivos no sol. A campainha tocava o tempo todo. Acreditem, atendi um vendedor de enciclopédia! Eu achei que estavam extintos! Na seqüência, testemunhas de Jeová, duas pessoas no endereço errado, gente pedindo comida... ahhhhhhh!!!! E de tarde, chuva!!!