quinta-feira, 10 de junho de 2010

Google is new “pai dos burros”

Os fatos e conversas mais engraçados entre eu e o Ian, meu filho de 7, quase oito anos, acontecem quase sempre assim, numa manhã de sábado. Nas manhãs de sábado que tenho mais tempo para corrigir tarefas, ver o que foi problema durante a semana, dar uma oganizada não só na casa como também no nosso diálogo. Dá também pra assistir filmes e desenhos juntos, dependendo da programação, até um cineminha à tarde.

Numa destas pitorescas manhãs, estava dobrando a roupa lavada (sim, eu realizo as infames tarefas domésticas) e assistindo TV com o Ian quando apareceu o comercial do DVD da Maria Gadú, onde ela canta um trechinho de “Shimbalaiê”. Ian, que é grande fã da música, me perguntou:

- Mamãe, o que é “Shimbalaiê”?

- Uai, Ian, não sei. Vamos ter que pesquisar.

- Mas como, se a gente não tem Google? - Estávamos sem internet em casa

- Ah! Vou te apresentar um velho amigo meu.

Corro para a estante, puxo lá do fundo, tiro a poeira do velho e querido Dicionário Aurélio e apresento para o Ian:

- Isto, Ian, é um dicionário!

Ian, grande fã da leitura, se empolgou e fomos procurar o significado da dita palavra e…. nada. Nada parecido, nenhuma citação, nada que me desse uma luz sobre o que poderia ser.

Eis que tive que, na segunda-feira, no trabalho, fazer uma pesquisa no Google para saber o que era. E só lá descobri que o termo foi criado pela própria compositora e cantora, pela simples sonoridade que a palavra produz.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para não dizer que não falei das flores


Desde que comecei a escrever meu blog, a pouco mais de dois anos, trabalho com assessoria de imprensa no governo do Tocantins. Decidi que não faria deste espaço um lugar de discussão política, artigo constante no meu dia-a-dia profissional. O blog é para a crônica e para minha opinião de fatos corriqueiros do meu cotidiano como mãe e mulher, deixando o profissional (e nisto, divagações sobre política e governo) para outras praças. Meu blog é uma válvula de escape para escrever o que gosto, como gosto, sem pressão de data, dead line, editorial ou chefe.
Mas desta vez, resolvi abrir uma excessão. Não que eu vá falar de partidos ou candidatos. Só darei minha opinião de internauta ou netzen, um termo que vem crescendo de uma derivação das palavras inglesas net (rede) e citzen (cidadão). Me considero uma netzen atuante, leio bastante, participo de algumas mídias sociais, navego neste mar de bit e bytes com certa facilidade. E de uma coisa eu tenho certeza que seja consenso entre os netzens: a verdade, a transparência e a verdadeira relevância do conteúdo que temos a disposição. Não há nada que me deixe mais frustrada do que um tutorial falso no Youtube, um perfil fake no Twitter ou no Orkut, uma corrente ou informação duvidosa que cai no meu e-mail. Me faz perder tempo e me deixa insegura quanto a outros conteúdos e fontes e são estas coisas que, além de vírus e trojans, que tornam a internet um mar não tão seguro.
2010, em que vamos eleger novos governantes, é considerado o ano das eleições em que a internet terá muita relevância. As mídias sociais já estão "bombando" de pré-candidatos com perfis bonzinhos ou ativistas, twitts noturnos e uma grande massa de consultores e assessores especializados em lidar com o mundo virtual. Tarefa difícil pela novidade que é o meio, mas nada difícil para quem conhece os príncipios básicos da boa educação, bom senso e criatividade. O mundo virtual nada mais é que uma grande aldeia, onde a cordialidade e a atenção são grandes moedas de troca. Não há quem não se sinta contente com a atenção do próximo numa resposta, numa palavra de apoio.

Os consultores dos pré-candidatos à presidência já orientam seus assessorados sobre a necessidade desta volta aos bons costumes do interior. Sempre responder a um bom dia, dar atenção a um lamento, não deixar um aceno sem retorno. É assim que gostaria que as eleições fossem, de um modo geral, não só dentro da internet.

Mas tenho cá minhas dúvidas e meus receios quanto ao uso destas ferramentas internáuticas aqui no Tocantins. Tenho medo da baixaria que já se insinua nas redes, sites, blogs tocantinenses. Estou esperando que minhas previsões sejam erradas e que eu não venha a sofrer com os perfis fakes, os virais e os factóides que virão aos bolos na minha caixa de e-mail.

Acho que, a longo prazo, a internet nos ajudará a manter uma melhor transparência na política. Assim que os cidadãos tiverem maior acesso e entenderem a ferramenta, mais fácil será vigiar as ações no senado, na câmara, no executivo e nos tribunais. Talvez a frase de George Orwell, no livro 1984, Big Brother is Watching You ("O Grande Irmão está te observando"), realmente se concretize, mas em duas mãos. ELES estarão nos observando, mas NÓS também!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ainda à moda antiga

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Estava me divertindo lendo a coluna de Xico Sá, jornalista que escreve sobre o comportamento masculino no Yahoo! Notícias. Nesta coluna em específico, com o título “Medo da fêmea diante da balança”, ele fala da falta que faz a companhia de uma mulher que saiba gostar de comer, sem frescura com as calorias ou o fingimento da preocupação com as mesmas diante de um homem. O texto é ótimo, queria me encontrar com Xico Sá para uma dobradinha com feijão branco. Afora isto, fui ler os comentários. E claro, me choquei.

Lá estavam vários e vários homens xingando de baleia todas as mulheres que sabem comer. E pior, mulheres concordando com estes homens. Não que eu seja uma modelo de esbelteza, mas gente, comer com prazer não quer dizer que a pessoa seja obesa.

Olha, ando cada vez mais inclinada a gostar dos homens à moda antiga, que cortejavam e, acima de tudo, gostavam de MULHERES. Não da imagem da revista, do artigo da novela, da figura da passarela. Aliás, eles também não tentavam copiar nossos comportamentos. Sei que os homens andam confusos com a mudança do comportamento feminino. Nós mesmas agora estamos tomando um norte depois de passar pela fase de que primeiro nos masculinizar para conseguir espaço e só agora estamos descobrindo que precisamos ser só nós mesmas. E agora estamos confusas com tantos tipos de homens. É sério! Amigos gays declarados são ótimos, mas temos que lidar com os enrustidos, os metrossexuais, os machões disfarçados com o verniz do dinheiro o pseudointelectual que leu toadas as resenhas e orelhas dos livros.  É difícil achar os caras com conteúdo e que estejam interessados também em mulheres de conteúdo.

Sinto falta de uma época que nem vivi. Em que homens não sabiam, como bem disse Xico Sá, a diferença entre estria e celulite. De homens como meu pai, que quando viu que eu tinha estrias, lá pelos 14 anos, me disse que eram marquinhas até bonitinhas.

Queria mesmo entender. Qual é o problema dos homens com as mulheres hoje? Somos todas castradoras? O ideal seriam viver nos harens e poder desfilar com as bonitas, se divertir com as não tão bonitas, mas fogosas e se deixar cuidar pelas maternais? Talvez, no fundo, os homens continuem mesmo à moda antiga.