sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cuidado - Romantismo em rebelião

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Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa lá muito romântica. Não gosto de receber flores, não gosto de poesia, surpresas. Não sou do tipo de pessoa que diz “eu te amo” com facilidade, nem caio de amores por uma pessoa por causa de uma frase bonita. Minha grande amiga Emyka, do blog Jardim Navarro, costuma me dizer que sou uma romântica incurável, mais enrustida. Prefiro dizer que mantenho meu romantismo num sistema rígido de controle. Mas, vez ou outra, ele se rebela e quando se rebela…

Esta manhã vi o sinal de fumaça de uma das grandes rebeliões que meu espírito romântico provoca. Fogo nos colchões, gritaria, pichações e tiroteio. Me exigiu ligar o som e ouvir Tânia Alves. Esta é uma que eu ouço quando meu lado “pé na zona” está dominando. Me recusei. Não cedi nas negociações e coloquei no aparelho de som Maria Gadú. Nova geração, mais criativa para expressar e interpretar os mesmos sentimentos.

Depois de colocar o disco, fui em busca da causa da rebelião para poder contê-la. Na verdade, a solidão fez isto. É mais fácil conter a rebelião do meu romantismo quando eu tenho como alimentá-lo, mantê-lo tranquilo.

NA tentativa de apaziguar uma agitação inicial, assisti a uma porção de comédias românticas no fim de semana, o que acabou servindo de estopim para a rebelião que já se deflagrava.

A solidão não costuma me incomodar, não. Sempre me considerei meio auto-suficiente de carinhos e afagos, mas acho que a idade está pegando e aquele tal medo de morrer sozinha está batendo a minha porta.

Aí, vem as letras das músicas de Maria Gadú no meio dos meus pensamentos: “Venha sem chão me ensina a solidão de ser só dois”.

Aliás, quando o romantismo está gritando, eu fico ainda mais perceptiva para as letras de música. Como diria a personagem de Drew Barrymore no filme “Letra e música” (um dos que assisti no fim de semana do estopim) a melodia é sexo, paixão. É o que te pega primeiro. A letra é amor, é cotidiano é a intimidade da música. Da mesma forma que Arnaldo Jabor descreveu amor como prosa e sexo como poesia.

E as letras das músicas da Maria Gadú estão certeiras hoje. Dona Cila, Lounge, Laranja, A História de Lili Braun (que é do Chico Buarque) estão entrando pelos ouvidos e deixando toda a rebelião mais calma. Para acabar com a rebelião de vez, acho que preciso ouvir algo assim em voz masculina, ao vivo, no pé do ouvido.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A difícil arte de escolher


Nem vou entrar em muitos detalhes sobre meu longo período de ausência. Alguns dos meus poucos leitores já reclamaram, inclusive pessoalmente, da falta de atualizações do meu digníssimo blog. Mas enfim, assim foi, vamos atualizá-lo.

Depois de mais de um ano sem computador. Depois de ter passado por crises sérias de abstinência, ter me recuperado do vício e hoje estar completamente recuperada do vício de internet, agora estou pronta para, novamente, me jogar ao mundo virtual. E, desta vez com mobilidade. Comprei um laptop. Lindo. Destes modelos com poucas polegadas e muita potência.

Minha primeira crise de escolha começou aí. Sempre me considerei uma pessoa bastante decidida. Saio para comprar roupas, bato o olho no que gosto, experimento e vou embora. Sem grandes dramas, sem sofrimento. Sapatos, que são a grande perdição da maioria das mulheres modernas e antenadas, a mesma coisa. Os pares me cativam instantaneamente ou não me chamam a atenção.

Mas agora, me vi completamente envolvida com a indesão. E foi uma sensação estranha. Eu não sabia que computador escolher. A única certeza que tinha era que queria me libertar dos modelos desktop e evoluir para os notebooks, de preferência para os netbooks, que cabem dentro da bolsa, pesam quase nada e nos dão acesso de qualquer lugar.

Mas estas certezas não foram suficientes para me deidir. Gente, fiquei impressionada com a variedade de preços, configurações, marcas, diferenças de assistência tecnica e garantia. Tudo isto influenciando diretamente na minha compra. Foi-se o tempo em que a melhor bicicleta era a Caloi e as máquinas de lavar roupa, Brastemp. Com a quantidade de informações e de opções que temos, a escolha simples de um equipamento de trabalho virou uma arte. Não me espanta mais que empresas contratem profissionais simplesmente para aconselhá-las nas compras de equipamentos. 

Mas passada a minha dúvida, escolhida a minha máquina (que ainda está nos caminhos impostos pelos Correios do Brasil), decidi adesivá-la, para evitar riscos e arranhões, além de dar um charme personalizado todo meu. Gente, mais indecisão. Porque um adesivo para meu notebook  tem que ter a minha cara ao mesmo tempo que tem que ter um ar profissional (já que o uso dele será em grande parte para isto), sem ser sério e austero, porque eu realmente não sou assim. 

Conseguem compreender a gravidade do caso? Preciso de ajuda profissional.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não, obrigada, eu não quero Viagra, moço

Antes de entrar no tema Viagra, eu tenho que explicar um defeito meu (não, não é disfunção erétil). Eu tenho uma espécie de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). Não consigo ver minha caixa de e-mail cheia. Tudo o que chega é devidamente lido, respondido e armazenado em pastas, por tema. A caixa de entrada está sempre vazia, limpinha. E isto acontece também com a caixa de spam. Primeiro, verifico se não são spam's, se são e-mails reias que acabaram parando na caixa errada e, depois, deleto tudo.

E foi na minha caixa de spam que o Viagra começou a me chamar a atenção. Muitos emails com o título: VIAGRA (c) Best E-store / User rafayellows Unique 80% sale. Deixei de apagar os spam's por uns dias só para ver a quantidade de propaganda de Viagra que eu estava recebendo.

De 34 e-mails, 19 eram me oferecendo Viagra. Contrariando minha índole de não abrir o que não me interessa, cliquei no e-mail e no link que me levou para este site:


É o site de uma rede de famácias canadense, mas que tem o endereço de internet como sendo do Reino Unido, que oferece vários produtos, de Laxis (um diurético famoso) até Xenical (emagrecedor). Mas o forte são mesmo os remédios para disfunção erétil, como o Viagra, o Levitra e o Cialis. Até aí, tudo bem. Mas o que eu não aguentei e quase morri de rir foi que, para mim, Viagra era só uma pílula azul, que salva a vida sexual de muitos homens (e mulheres, não por usarem, mas pelo efeito que causam em seus parceiros), mas a variedade é muito maior que isto! O site me abriu os olhos. Vejam alguns exemplos:



Viagra Professional?! Será que é para os profissionais do sexo?! Acho que eles merecem! Pense o pobre michê que tem que dar no couro a noite toda. Realmente, foi bem pensado!






Viagra Super Active+: para homens que realmente são ativos! Este Viagra não pode ser tomado por ninguém passivo, com risco de fazer efeito contrário!






Viagra Soft Tabs: mas não se preocupem. Para os mais delicados, há o formato suaves, em tabletes.








Viagra Soft Flavored: como eu disse, tem Viagra para todos os gostos! Aqui ao lado, viagra sabor abacaxi, uva, laranja e morango.









Viagra+Cialis+Levitra: E, caso nenhum dos Viagras acima atenda às suas necessidades, vá logo de coquetel com desconto especial. Um deles há de resolver o seu problema!




Female Viagra (!): Não esqueceram da gente não! Viagra feminino! Sei lá da eficácia disto, mas é legal saber que tem! Mas claro que para as mulheres não são tantas tentações, pois não é nada de Professional ou Super Active+ ou pastilhas com sabores.