
Chega a hora de dormir, e eu, de madrugada, fazendo patas de coelho pela casa, até o quarto, subindo pelaa cômoda, depois indo para a sala. Escreve bilhetes para as pistas, desenha mapa, sobe no cajueiro no meio da noite para esconder um dos ovos.
Se pode sussurrar, fale. Se pode falar, não grite. Escreva.

A Kassandra, do Blog da Kass, falou que eu tinha que escrever sobre isto. Porque, segundo ela, só agora eu deixei de parecer estudante e estou realmente mulher. Mal sabia ao fazer o elogio que boa parte da mudança é culpa dela. Trabalhamos juntas e quando eu chegava para trabalhar no meu jeans velho e camiseta e rasteirinha e a via toda elegante me sentia o patinho feio. Mas eu sabia do meu potencial. Tinha era medo de me vestir bem e parecer mais velha. Descobri que meu mal-vestida era uma revolta contra a passagem dos anos! Logo eu, que achava que a idade não quer dizer nada.
Atribuo a mudança também a outro fator fundamental. Dieta. A perda de 13 quilos me deu opção de escolha. Agora eu olho para as roupas e elas me servem! Não preciso chegar na loja de tamanhos especiais para encontrar algo que fique bem. Nas minhas últimas compras adquiri uma bermuda de tamanho 46. A vendedora: a 44 fica bem para você. Provei e achei que estava muito justa. Levei a 46, que ficou bem confortável. Mas logo que coloquei no corpo para usar, o tecido foi se ajustando e a bermuda começou a cair! Agora, eu posso até acreditar nas vendedoras!
Logo, a minha cartunista favorita pode falar por mim. Leiam os quadrinhos da Maitena aí embaixo. É só clicar na imagem que ela cresce.